sábado, 28 de março de 2009

Caldas das Taipas, 25 de Março de 2009.


Eu sei e tu também que quando te perderes o caminho vai fugir-te dos pés. O Sol não vai querer tocar a tua pele, nem eu. A dor vai alcançar-te, e aí, aí nem eu te vou querer amar. Vao ser tempos maus para ti. Vais sentir, bem perto do coração, a dor de ser abandonado, a dor de alguém que não tem caminho. As ruas da cidade não vão querer olhar-te, os sons e as melodias vão ser graves ao teu entender. Vais ter somente recordações, tal como eu tive. Recordações sem cor, memorias perdidas e encontradas somente por ti. As lagrimas que vais derramar, vão perder-se na atmosfera contagiante da tua frustração. Pobre de espírito, és tu. Mas sempre o foste, à margem do meu olhar. Um ser que só o é por respirar... Mas tu não ves para além do qe ja viste, não sentes para além do que ja sentiste. E eu, eu não consigo enrolar-me e perder-me deste aperto.

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