domingo, 29 de março de 2009

Não tem cheiro, não tem cor nem sabor. Não consigo tocar-lhe (ou consigo), não consigo descreve-lo. Mas hoje sinto-o. Aqui sentada, ali deitada. Sinto-o bem dentro de mim, a preencher o vazio. Não estou assustada com a sua presença, estou simplesmente surpreendida. Apetece-me sair daqui e sorrir :)

sábado, 28 de março de 2009

Caldas das Taipas, 25 de Março de 2009.


Eu sei e tu também que quando te perderes o caminho vai fugir-te dos pés. O Sol não vai querer tocar a tua pele, nem eu. A dor vai alcançar-te, e aí, aí nem eu te vou querer amar. Vao ser tempos maus para ti. Vais sentir, bem perto do coração, a dor de ser abandonado, a dor de alguém que não tem caminho. As ruas da cidade não vão querer olhar-te, os sons e as melodias vão ser graves ao teu entender. Vais ter somente recordações, tal como eu tive. Recordações sem cor, memorias perdidas e encontradas somente por ti. As lagrimas que vais derramar, vão perder-se na atmosfera contagiante da tua frustração. Pobre de espírito, és tu. Mas sempre o foste, à margem do meu olhar. Um ser que só o é por respirar... Mas tu não ves para além do qe ja viste, não sentes para além do que ja sentiste. E eu, eu não consigo enrolar-me e perder-me deste aperto.

quinta-feira, 26 de março de 2009

running in circles :s


A minha vida não se resume a ti, não te tenho em todas as paredes do meu quarto, nem no wallpaper do meu telemovel. Não te apresento aos meus pais, nem fico na galhofa com a tua mãe. Não tenho o teu nome tatuado na minha pele, nem falo de ti a todas as minhas amigas. É claro que penso em ti, penso no que ja fomos, no que não somos. Entristece-me lembrar-me de nós. Eramos só nós, não tinha mais nada para me agarrar. Tu eras tu, eu era ... um bocado teu também. Lembro-me de ti quando chove e a minha mãe berra comigo. Lembro-me de ti quando nada me corre bem, quando não consigo dormir e quando o meu computador encrava. Depois disto, não quero saber se te lembras ou não de mim. Pouco me importa se estás aí, e eu aqui. Estou bem, e tu também.

estante de luz.

Parei aqui. Não conheço a calçada, nem os sapatos que tenho nos pés. As minhas pernas não tem força. Preciso de um abraço. Sinto necessidade de olhar para alguém, de abraçar alguém, de escrever alguém. Preciso de um para sempre, de um arrepio na espinha. Não é suposto, não é correcto. Mas sinto o amor a escorrer-me pelas veias, está a chegar. E eu não quero, não preciso dele. Os anos passaram na minha alma, sinto-me velha e cansada. Preciso da companhia de um estranho, por isso é que procuro por ti no lugar mais perdido da minha alma.